segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Assertivo ou arrogante?

















Eu pretendia escrever hoje sobre Neoconstitucionalismo e a revolução que o Direito Constitucional sofreu nos últimos anos. Vou escrever ainda essa semana sobre esse importante tema, porém, resolvi falar agora brevemente sobre comportamento, após um rico bate-papo com meu primo Marco Zanqueta (Ele e a namorada dele, minha prima Melissa, vieram simpaticamente de São Paulo nos visitar em Rondônia. Aliás, eles proporcionaram uma bela palestra com mágica - http://www.palestracommagica.com.br/ - ) para um público de 200 pessoas aqui em Cacoal. Foi um sucesso!

Mas vamos ao assunto.

Você é daqueles que revela rapidamente que algo te incomoda ou fica adiando a sua manifestação sobre o que te desagrada? Há quem tem tremenda dificuldade em dizer: não quero, não aceito, não admito, estou chateado ou simplesmente não. Eu mesmo não sou muito assertivo (Característica de quem diz o que pensa, sem muitos rodeios, sem pensar em ser 'político'. A pessoa revela com franqueza sua insatisfação sobre alguma coisa). Às vezes, a gente fica 'engolindo sapo' e não 'vira a mesa' diante de situações desagradáveis. Qual comportamento adotar? Ser assertivo sempre ou nunca dizer o que verdadeiramente sente? Acredito que os 'sangues de barata' sofrem mais que os que 'viram a mesa'. Por outro lado, há o risco de o super sincero se tornar um indivíduo insuportável. Muitas vezes o comportamento político se impõe. Mas parece que vive melhor quem ultrapassa mais facilmente a zona de desconforto que está experimentando. Confesso que eu preciso aprender a dizer Não. E você? Por exemplo, outro dia recebi um convite para uma partida de futebol entre amigos, típica de fim de ano, e, sabendo que não podia ir, disse ao amigo que iria. No dia seguinte, liguei pedindo desculpas por não ter podido ir. Na conversa agora há pouco com meu primo, eu disse a ele que minha preocupação é de, na tentativa de ser mais assertivo, causar uma impressão de arrogante, metido, babaca. Sei lá. Penso que essa linha entre assertividade e arrogância seja sensível. Ou pelo menos um pouco próxima. Apesar dessa minha preocupação, penso que é mais saudável adotar uma postura mais assertiva, porque isso vai imprimir mais autenticidade nas relações pessoais, ainda que isso possa causar alguma antipatia preliminar. Sobre assertividade achei no google (http://www.merkatus.com.br/) um conceito que parece ser o mais adequado.
Ser assertivo é deixar de ser perfeito, é aceitar e expor as suas falhas, as suas emoções e opiniões cruas e não "politicamente corretas", o seu lado humano incoerente, mas real.
Para serem mais felizes, acredito que as pessoas precisam ser mais assertivas. O que você pensa?

9 comentários:

LuMa disse...

Antes de mais nada, um bom início de ano pra vc, Fabrício!

Boa essa questão. Aliás, creio que toca muito de perto o ser brasileiro. O brasileiro, em geral, não ama ferir o próximo com sinceridade crua. Prefere o "deixa-pra-lá", que sugere seja cumplicidade que uma natural indulgência preventiva de tbém não querer ouvir um sonoro 'não'. E aí fica aquela enrolação e o interlocutor não sabe nunca ao certo se a resposta é 'sim' ou 'não'. Peguemos, por exemplo, os escândalos políticos. Nossas indignações nunca são proporcionais ao fato, mas à nossa conveniência. Se a coisa não nos toca, não nos indignamos. (Acho que temos tendência ao raciocínio corportativista e ou individualista, jamais coletivista). Hum....ótimo tema pra se desenvolver! Abraços!

Letícia de Andrade Venicio disse...

Muito bom esse assunto, ser assertivo creio que seja uma qualidade, porém a arrogância é um péssimo defeito cabe a cada um ter bom senso e saber sempre que é fundamental expressar suas opiniões e até dizer NÃO muitas vezes, sem ser arrogante com os amigos, dizer não, também faz parte do nosso direito de expressão.

Beijos

Fabrício Andrade disse...

Obrigado, Luma. Sempre importantes suas impressões. É verdade que, quando nos é conveniente, não expresamos o que de fato sentimos. Na verdade, eu quis me referir aos fatos que nos incomodam, mas que adiamos dizer o desconforto que sentimos, para não magoar o outro, entende?
Letícia, perfeito, é isso que penso também. Certamente, as pessoas mais próximas e amigas de verdade entenderão esse comportamento ou temperamento de cada um. Parabéns pela reflexão. Beijo.

Fabrício Andrade disse...

expreSSamos,Luma. Só corrigindo.

Raul Nepomuceno disse...

heheheheheheh Ser ou não ser, hein Fabrício? Nem tinha vindo por aqui ainda neste ano, agora que eu li seu post! Que sintonia...

Você sabe muito bem que um professor não pode ser muito assertivo. Vou te contar; se meus alunos tivessem idéia do que se passa na minha cabeça em alguns momentos de sala de aula ou mesmo no corredor da faculdade, iriam ter medo de mim. Muito medo.

Fabrício, nesses anos todos eu desenvolvi a habilidade de pensar algo e dizer outro algo completamente diferente do que eu estou pensando. hehheheehehehehehe. Tenho a impressão de que você sabe do que eu estou falando. Talvez isso me faça mal, talvez fosse melhor escancarar tudo, mas penso que é uma questão de sobrevivência.

Acho mesmo que as pessoas assertivas são mais felizes ou menos "carregadas". Mas por enquanto não posso me dar a esse luxo.

Um abraço,

Raul.

Fabrício Andrade disse...

Ô, Raul, que satisfação tê-lo aqui. Pois é, até parece que combinamos. É verdade, trata-se de uma questão de sobrevivência. E tem outra: quando não se diz algo, ou até mente, mas para preservar ou respeitar alguém, isso não pode ser visto como pecado, né mesmo? Valeu pela presença.

Regiane disse...

Proooofeeeessooorr.... ser ou nao ser... o velho ditado de "nem muito ao solo, nem muito ao mar..." a meia medida sempre é válida! Pensando aqui, concordo com a fina linha entre assertivo ou arrogante, mas será que um sorriso... singelo sorriso, nao alargaria esta estreita faixa?! hehe
Um 2010 abençoado, recheado de conquistas, saúde e bençaos de Deus!!Abraaaçaaooo!!!

Fabrício Andrade disse...

Oi, Regiane, que bom tê-la aqui. Olha, quero vê-la mais vezes, tá legal? É isso mesmo, o velho dilema 'ser ou não ser'. Aliás, sobre isso leia a última postagem do site www.ojardim.net. É do amigo que comentou antes de você. Leia sempre esse site dele. É Maravilhoso, mas leia o meu também rs. É verdade, um sorriso verdadeiro elimina qualquer antipatia. O importante é ser mais autêntico e não ficar com o coração apertado ou com a cabeça contrariada. Obrigado e beijão

Fabiana disse...

Pois é mano, tenho certeza que eu sou assertiva, no entanto, nos últimos anos, penso que tbém tenho sido mais delicada, porém sem deixar de dizer aquilo que precisa ser dito, entende? Gostei...