segunda-feira, 14 de setembro de 2009

MIN. CARLOS AYRES BRITO E DIOGO MAINARDI

Lembrei-me de um episódio outro dia. À época comentei com meus alunos e alguns amigos, mas não vi ou ouvi ninguém mais explorar esses fatos. Lá vai então.
Eu nunca simpatizei com o tal Diogo Mainardi, jornalista que escreve para a VEJA e participa de um programa da GNT chamado Manhattan Connection. A antipatia se acentuou quando li uma manifestação dele sobre o estado de Sergipe e a cidade de Cuiabá. Disse, ao se referir a Cuiabá, que "se alguém me oferece R$ 10 mil para dar uma palestra em Cuiabá, penso imediatamente que eu aceitaria pagar R$ 15 mil para não ter de ir a Cuiabá”. Mainardi afirmou ainda: “minha maior ambição, hoje em dia, é jamais, em hipótese alguma, colocar os pés em Cuiabá”. Veja que mala! Que infeliz! É um indivíduo que não conhece nem o Brasil onde vive, aliás, onde não vive, porque só sabe falar dos problemas dos americanos. E sobre Sergipe você vai entender agora:
O Ministério Público Federal em Sergipe ingressou na semana passada com uma ação civil pública contra o jornalista Diogo Mainardi, colunista da revista Veja e comentarista do programa Manhattan Conection, da TV Globo. O procurador da República Paulo Gustavo Guedes Fontes, autor da ação, acusa o pitbull da direita na mídia de difundir opiniões racistas e discriminatórias, em especial contra os nordestinos. Requer que o acusado seja condenado a pagar R$ 200 mil por “danos morais” – mesmo valor fixado às empresas em que destila o seu veneno, Abril e Globo. Os valores seriam revertidos ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, que investe em programas de defesa dos consumidores e do meio ambiente, entre outros.
Entre outras manifestações preconceituosas de Diogo Mainardi, o procurador cita o artigo na revista Veja de 19 de janeiro de 2005, em que discrimina o então presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra. “Dutra fez carreira como sindicalista da CUT e senador do PT pelo estado de Sergipe. Não sei o que é pior”. Ele menciona também seu comentário no Manhattan Connection de 9 de março de 2005, no qual afirma que o
presidente Lula “é um oportunista; numa semana concede a exploração de madeira, na semana seguinte ele cria uma reserva florestal em Alagoas, Sergipe, sei lá eu... por essas bandas de onde eles vêm”.
Veja o que o Min. Carlos Augusto Ayres de Freitas Britto, que é natural de Propriá-SERGIPE, disse no julgamento da ADI que discutia a pesquisa com células-tronco.
Ao final, o relator citou alguns casos de infelicidade provocados por doenças degenerativas, para reforçar o seu voto. Citou entrevistas da atriz Isabel Fillardis, cujo filho sofre de síndrome degenerativa e chegou a ter 15 crises num mesmo dia, o que levou sua mãe à constatação de que "é impossível não questionar a vida". Outro caso por ele citado foi o do jornalista Diogo Mainardi, que tem um filho com paralisia cerebral.

O ministro, SERGIPANO, deu um tapa de luva nele, ao render-lhe tão bela homenagem!

7 comentários:

WILLIAM R G GAMA disse...

O jornalista em questão escreve com escreveria o maior dos néscios e age com tamanha desaire que parece julgar haver poder em suas palavras por mais estúpidas que elas soem ao longo dos anos. Poder esse que parece julgar capaz de subjulgar seus leitores a lhe serem como réles bonifrates guiados por mãos sensaciolanistas de perfeito sandeu.

Houve um tempo em que cheguei a me ocupar das linhas por ele escritas e das páginas da revista que dá guarida às suas parvoíces. Para que não se tenha esse tempo como de todo perdido, haverá sempre a possibilidade de que não mais o faça com base na experimentação do que é dito e daquilo que se vê: uma quadrilha unida com o fim de solapar à sociedade brasileira em nome de seus interesses menos altruístas.

Julgo que é mais que hora que nos unamos e nos dirijamos às sapas onde já se encontrão aqueles que intentam também sarapantar aqueles que como esse indivíduo que se quer secarrão ao demonstrar seu desprezo ao país que mais de uma vez jurou desprezar - lamentando sua falta de sorte (?!) pela necessidade do retorno de sua amada Veneza - e ao qual faz questão de ofender das mais diferentes maneiras aqueles que no peito se mostram muito mais brasileiros.

Hoje, sem dúvida, não haverá utilidade maior para um texto desse Senhor do que o forrar das diversas lixeiras que por aí as há.

A liberdade de expressão e a liberdade jornalística, mesmo que absolutas, devem ser entendidas para os que querem o engrandecimento à alma daqueles que vêem o que muitas vezes não querem que vejam; não haverá liberdade onde o que se quer é subverter uma ordem que já há muito se faz subvertida pela própria força do povo por seus anseios mais pessoais.

O polemicista não é jornalista... é só um infeliz.

William Ricardo Grilli Gama

WILLIAM R G GAMA disse...

O jornalista em questão escreve comO escreveria o maior dos néscios e age com tamanha desaire que parece julgar haver poder em suas palavras (por mais estúpidas que elas soem ao longo dos anos).

Parece se crer, por suas palavras, capaz de subjulgar seus leitores a lhe serem como réles bonifrates guiados por mãos sensaciolanistas de perfeito sandeu (ele próprio!).

Houve um tempo em que cheguei a me ocupar das linhas por ele escritas e das páginas da revista que dá guarida às suas parvoíces. Hoje, não mais. São nada mais do que tudo aquilo que não querem mostrar, mas não impedem que se enxergue (aqueles que escapam de seus grilhões) com base na experimentação do que é dito e daquilo que se vê: uma quadrilha unida com o fim de solapar a sociedade brasileira em nome de seus interesses nada altruístas.

Julgo que já vai passando a hora para que nos unamos e nos dirijamos às sapas onde já se encontrão aqueles que intentam de bom alvitre intentam sarapantar aqueles como esse indivíduo (que se quer secarrão ao demonstrar seu desprezo ao país que mais de uma vez jurou desprezar - lamentando sua falta de sorte (?!) pela necessidade do retorno de sua amada Veneza - e ao qual faz questão de ofender das mais diferentes maneiras aqueles que no peito se mostram muito mais brasileiros).

Hoje, sem dúvida, não haverá utilidade maior para um texto desse senhor do que o forrar das diversas lixeiras que por aí as há.

A liberdade de expressão e a liberdade jornalística, mesmo que absolutas, devem ser entendidas e estendidas para os que querem o engrandecimento à alma daqueles que vêem o que muitas vezes não querem que vejam; não haverá liberdade onde o que se quer é subverter uma ordem que já há muito se faz subvertida pela própria força do povo por seus anseios mais pessoais.

O polemicista não é jornalista... é só um infeliz.

William Ricardo Grilli Gama

Fabrício disse...

Grilli Gama, obrigado por prestigiar o blog. E que bom que você comunga da minha opinião sobre esse camarada. Outra coisa: o seu texto enriqueceu meu vocabulário hehehe
Abraço.

Prof. Romulo Giacome O Fernandes disse...

Fala fabrício
ótimo texto!!
minha perspectiva sobre o Mainardi é semelhante, mas por outro ponto de vista: a forma como Mainardi constrói seu discurso está calcado no sistema "grotesco" de comunicação; um tipo de realismo mórbido que exala preconceitos.
é um tipo cultural de sensacionalismo mórbido. Abraços

Fabrício disse...

Garotinho, obrigado pela presença aqui no blog. É verdade, trata-se de um pseudo-intelectual. Abraço. "Tamo junto"!

Laurindo disse...

O Mainardi fala do Brasil como se fosse de outro país, com todos os preconceitos inerentes aqueles que, ao invés de conhecer nossas diferenças, apenas baseiam seus colóquios em lugares comuns, preconceitos absurdos que ainda alguns insistem em fomentar. Lamentável.

Fabrício disse...

Laurindo, é bem isso mesmo. Falam do Brasil lá de Nova York. E quando um indivíduo desse tem a oportunidade de conhecer melhor o Brasil, dá uma declaração dessa. O duro que um monte de gente dá ouvidos a esse povo. Obrigado pela visita. Abraço.