segunda-feira, 14 de março de 2011

Que saudade!





















Hoje à tarde vendo pela TV os jogos dos campeonatos regionais me lembrei com muita saudade dos tantos jogos que vi aqui em Cacoal. Assistia ao jogo Mirassol e Corinthians, quando meu pai me disse que a cidade de Mirassol não tem 50 mil habitantes. É um time muito bom. Deu um trabalhão ao Corinthians. E tantos outros times. Outro dia vi o Murici - cidade de Alagoas que de tão pequena a foto aérea é 3x4 -  enfrentar com grandeza o Flamengo na Copa do Brasil. Pois é. Aí refletimos juntos. Por que Cacoal não consegue mais formar um time para o campeonato estadual? Fiquei triste por não ter mais a oportunidade de sábado à noite ou domingo à tarde ir ao estádio ver os jogos. Era algo fantástico ver toda a cidade mobilizada pelo time. Todo mundo ansioso comentando sobre o jogo durante a semana. No dia do jogo então era uma festa só. Eu raramente perdia uma partida. Vi jogos memoráveis de vitória e derrota também. Era um programaço de fim de semana. Sempre ia com meu pai.  O estádio sempre lotava, lotava mesmo, algo impressionante. Do zelador ao médico, do motorista ao juiz de direito, estava todo mundo lá bradando pelo nosso time. Que saudade! Indignei-me, por outro lado. Poxa vida, o time proporcionava uma belíssima União da cidade. A gente via a cidade toda no Aglair Tonelli. Caramba! Faz um tempão que Cacoal não joga o estadual. Caiu para a segunda divisão - coisa aliás desnecessária aqui em Rondônia.




















Aí, depois disso, ainda tentaram montar time e jogar a segundona, mas tudo se perdeu. Paramos e nada, nada. Precisamos render uma homenagem ao Luiz Contec, porque, com ele, o time ia - mal ou bem - muitas vezes bem, porque fomos campeões duas vezes. Jogamos a Copa do Brasil por dois anos. Viajamos a Campinas e a Belém. Demos um trabalhão a Guarani e Paysandu. Mas agora acabou.  Ouvi pessoalmente do Contec as dificuldades que ele enfrentou pelo time. Penso: será que hoje não se consegue resgatar o futebol profissional de Cacoal? A riqueza cultural do futebol não pode ser desprezada, não pode. Não havia violência, nada disso. Havia confraternização dos cacoalenses, emoção com a camisa do time vestida por todos. A torcida fazia um 'pizeiro' - para usar uma expressão nossa. E quando time perdia, o torcedor ficava 'virado no zé telo' - usando outra. Mas tudo de modo saudável. Fico pensando em tantos empresários importantes que podiam ajudar. Dá vontade até de nominá-los, mas não vou fazer. Até o cacoalense mais simples ajudaria, tenho certeza. Queridos cacoalenses, vamos retomar o nosso futebol. Não precisa ser o União Cacoalense. Podemos criar outro time: CEC (Cacoal Esporte Clube), SEC (Sociedade Esportiva Cacoal) ou CAC (Cacoal Atlético Clube). Só não podemos deixar que uma cidade tão pujante, com mais de 80 mil habitantes, não tenha um time de futebol. Que saudade de ir ao estádio de novo com o meu pai. Que saudade!

4 comentários:

Gleise Horn disse...

Oi, Fabrício! vou ser sincera: vc fala bastante de Direito e vez por outra de futebol, duas coisas pelas quais não tenho muita paixão, todavia, não importa o assunto, gosto bastante de te ler, vc escreve com franqueza e carinho - sobre direito, sobre futebol e suas saudades. Parabéns pelo capricho no blog, gosto muito de visitar as tuas páginas. :)

Thonny Hawany disse...

Prezado professor Fabrício, também tenho muitas saudades dos jogos do União. Eu me lembro bem das grandes alegrias que tivemos no passado, especialmente, quando o União foi campeão estadual pela primeira vez. Bom texto para relembrar momentos agradáveis de nossa cultura desportiva local. Outro dia, li no blog do Messias Pereira que é um dos anseios do vereador Katatal resgatar a tradição desportiva do município de Cacoal. Avante! Vamos cobrar dos poderes públicos essa tarefa.

Thonny Hawany disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Constantino Lagoa.'. disse...

Olha, quando cheguei aí em Cacoal em fevereiro de 2002 para morar ir aos jogos do União era como matar as saudades dos jogos do Sport Club Recife. De cara passei a torcer pelo clube e hoje morando em PVH não acompanho como antes o campeonato rondoniense de futebol. Gostaria de ver novamente o time jogando para valer nos campeonatos.